INSOMNIA


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Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

Definições I


Sucesso é quando você faz exatamente aquilo que você sempre soube fazer só que, dessa vez, todo mundo percebe.

Procura-se quem me perceba.




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Sábado, Fevereiro 19, 2005

Ouvi de alguém...

"Nenhuma pessoa merece tuas lagrimas, e quem as merece, nunca te fará chorar".

Já me disseram que é melhor quando eu não tento dar uma de poeta, e encho de sarcasmo e deboche meus textos, que isso faz deles cheios de graça e divertimento. A vida nem sempre é feita como a gente quer, e nem sempre são as coisas divertidas que marcam nossos dias...

Hoje não tenho nada de divertido pra contar. Quem quiser que leia outro blogue. E tenho dito.




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Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

Admirável historia real


E ele mais uma vez tenta encontrar a menininha indefesa que outrora ele vira em meio a tanta gente aquele dia no mercado. Ela estava lá, de vestidinho lilás, florido, tão inocente quanto seu sorriso hipnótico, que chamava os olhares em sua direção. Ele nunca podia imaginar que de tantos olhares, o seu despertaria algo especial. Até porque nunca haviam se visto, ele era só uma fantasia em sua cabeça, um borrão sem rosto como ela mesma o tinha dito em uma das longas cartas que trocavam.

Eles se corresponderam por meses, três pra ser mais exato, até ele tomar coragem e ir visitá-la no mercado. Ela trabalhava numa pequena loja de flores, e então ele passou a ir todo dia lá e comprar duas rosas vermelhas. Ele já havia visto por foto, ela mandara em uma de suas cartas uma foto, pequenina, abraçada com seu cachorro.

Ele nunca mandou uma foto, por medo de não ser aceito, de ela ver o verdadeiro rosto do homem por trás das cartas e decepcionar-se. Então, nunca enviara a carta com a foto, apesar de ter dito que sim. Correios perdem cartas toda hora, fato mais que normal. Uma pena, pensou ela.

Ele estava no caminho do mercado pelo trigésimo dia consecutivo, e hoje, dizia a si mesmo, ele tomaria coragem pra falar com ela, pra dizer tudo aquilo que escrevia em suas cartas e sua timidez não o deixava falar. Ele pôs sua melhor camisa, se perfumou, estava o mais elegante.

Eles saíram juntos pra lanchar naquela tarde e desde então. Ela estava adorando, e apaixonada pelo sujeito das flores, esquecera do amor postal. Até que um dia, a realidade mostrou as suas garras, e a frágil e inocente menina já não era tão frágil nem inocente assim, e o homem tão atencioso das flores perdera sua atenção ao longo do caminho. Eles choraram muito naquela tarde, e foi a ultima vez que lancharam juntos.

Ela voltou a mandar cartas para o seu amado desconhecido, mas dessa vez não teve resposta. Ela não entendia por que, -será que ele havia me esquecido?

Ele recebera as cartas, mas não conseguiu escrever de volta, ele sabia quem era ela, sabia como iria acabar, pois já havia estado ali antes. Sua admiração pela moça das flores esbarrou na realidade, e ele já não a admirava mais. As cartas pararam de chegar. Ela cansou de esperar uma resposta, e pela segunda vez, o viu partir, sem nunca imaginar que o teve bem perto.

"Admiráveis estranhos com suas vidas fascinantes e perfeitas. Quero ver-te admirar aquilo que conheces".




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Terça-feira, Fevereiro 08, 2005

Profissões


- E ai, o que você faz?
- Sou redator
- Ah, você é datilografo?
- Não, sou publicitário.
- Faz propaganda? Nunca te vi na televisão
- ...




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Sábado, Fevereiro 05, 2005

Noite de Luar


Lua e Sol. Antagônicos por natureza, livres, errantes, presos. Um ao outro. Dia e noite, eqüidistantes tão próximos, nunca hão de se encontrar. Um jogo de gato e rato onde não vence nenhum... Nem outro. A sutileza com que dizes não é tão folclórica quanto à beleza, estampada em teu sorriso ao receber de tão bom grado a minha mão.

Tenho duas horas, dois dias, não me importa mais o que venho a ter. Queria mesmo era uma ampulheta, que parasse o tempo, não deixasse nunca mais o teu brilho prata iluminar a noite, trazendo medos que outrora pensei me esquecer. Enquanto a luz estiver brilhando e teu perfume eu não mais sentir, continuo firme, forte, cantando, mais uma das canções sobre despedidas, que aprendi quando te vi partir.

Você não esta aqui nessa noite, tua luz não me ilumina mais. De longe te observo indo embora, pra trás de uma nuvem, com o som de um trovão. Adeus, minha amada Lua. Seja bem vinda, escuridão.




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Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005

Ta legal, seguinte: alguem entrou aqui e mudou minha senha, alterou meus posts e avacalhou com tudo o mais. Eu to muito puto e nao vou ser nem um pouco delicado falando agora, estou republicando o ultimo post, peço desculpas a quem tinha comentado e mais tarde falo sobre o pequeno "incidente" que aconteceu...

Como você se (me) vê?

"Sorri quando a dor te torturar,
e a saudade atormentar os teus
dias tristonhos, vazios.
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar do
teu sonho encantador.
Sorri quando o sol perder a
luz e sentires uma cruz nos
teus ombros cansados doridos.
Sorri, vai mentindo a tua dor
e ao notar que tu sorris
todo mundo irá supor
que és feliz."

Charles Chaplin.

Eu me olhei no espelho hoje, e tamanha foi a surpresa quando descobri que eu não estava lá. No meu lugar tinha alguém tristonho, saudoso, com os olhos pesados de uma noite em claro, pensando em todos os pecados de outrora.

Faço a barba, disfarço as olheiras. Os olhos vermelhos, ainda lacrimejam, agora, mais por instinto do que por sentirem algum remorso. Enxugo o rosto na toalha. Olho uma ultima vez para o estranho que ocupa o meu lugar no reflexo do banheiro, e me despeço.

Saio pro dia. Um sorriso feliz, escondendo muito bem, tudo aquilo que eu sei que fiz.

E você, como se vê?





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